— Cheguei maninha, cadê o almoço?
— Já vou servir.
— Fez o que de manhã?
— Fiz a comida.
— Esse tempo todo? Você costuma ser mais rápida. Aconteceu alguma coisa?
— O almoço de hoje é especial.
— Sério? Por quê?
— Estou feliz. Pronto, come enquanto tá quente.
— Não é nenhum namorado né? O pai te mata.
— Claro que não, só to feliz com a minha família.
— Que bom. Bem que você podia ficar feliz mais vezes, tá bem gostoso. O que é?
— Porco.
— Maravilha. Sabe, se a mãe fosse assim, tudo ia ficar bem. Conversa com ela quando ela voltar? Cadê o pai?
— Ainda não chegou. Tem vinho também, comprei na feira. Bebe.
— Nossa, tava inspirada mesmo. Tem certeza que ele não chegou? Acho que vi o carro dele ali embaixo.
— Ele deve ter passado em algum lugar antes de vir pra casa.
— Deve ser. Espera ele pra comer, ele não gosta de comer sozinho.
— Eu sei.
— Garota esperta. Não vai acabar igual à mãe.
— Quer mais vinho?
— Não, um pouco forte esse vinho, já estou meio tonto. Quando a mãe sai do hospital?
— Hoje de noite. Eu vou buscar ela.
— Negativo, tu precisa preparar a janta, se não o pai vai… Nossa, acho que bebi demais.
— Não se preocupe, maninho, vai ter mais porco pro jantar.
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